Espelhos não mentem, mas podem enganar.

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Diário de Bordo – Buenos Aires – Day 4

In Crônicas, Viagens on 23 de dezembro de 2011 at 00:25

Leia aqui o Day 1

Leia aqui o Day 2

Leia aqui o Day 3

Para ouvir enquanto lê: Don’t cry for me Argentina (Remix) – Madonna


Day 4

Mais uma voltinha pela Calle Florida, algumas comprinhas e fotos pelo centro da capital porteña, check out no Sudamerika e partimos para o Aeroparque, de onde voaríamos até Montevideo. Toda aquela papelada de migração/imigração, carimbos nos passaportes, check in no guichê da Aerolíneas Argentinas (e imaginem um aeroporto internacional em final de feriado) e mais um vôo atrasado. Aproveitamos para almoçar e nos despedir dos Argentinos.

Encontramos dentro do aeroporto uma livraria, onde minha mãe se perdeu, é claro. “Quero comprar um livro em espanhol para ler no vôo”, afirmou. Detalhe para os fatos de no dia anterior termos estado numa das maiores livrarias da Argentina e o vôo durar apenas 40 minutos. ¬¬’

Quando finalmente embarcamos, cada um de nós se jogou na sua poltrona. Não sei quem sobreviveu, mas eu não vi nem a decolagem. Dormi! Como quem não dormia bem há três dias…

Chegando no Aeroporto de Carrasco, novamente a boa e velha papelada. Tivemos que preencher os formulários provando que saímos do Brasil, entramos no Uruguai, saímos do Uruguai e entramos na Argentina. Depois provando que saímos da Argentina, entramos no Uruguai e, mais tarde que saímos do Uruguai e entramos no Brasil. Sim. Viva o Mercosul! Enfim, a tradicional tensão para se encontrar a mala na esteira das bagagens, e as nossas já estavam quase voltando! Haha Foi lindo cada um pulando por cima da esteira para pegar a sua.

Havia algum tipo de intervenção artística no Aeroporto de Carrasco, de repente o local estava tomado por animais coloridos feitos de plástico ou resina. Eram cavalos, cachorros, pássaros, tartarugas, uma fauna inteira…até hoje não sabemos do que se tratava. Mas fizemos fotos, vai que seja algo “abstrato”. Um lanchinho no McDonalds. E mais um intercâmbio cultural da japa loira: “como se diz banana em espanhol?” perguntou ela. Banana Kasu. Tá. “Moço, quero uma tortinha de banana”. No comprendo! Respondeu o rapaz. “Banana? Ba-na-na! Banaaaana”, tenta ela novamente. Até chegar a conclusão de que o que não tinha era a tortinha…

Uma limpa no carro, que havia ficado no estacionamento pago do aeroporto, por sinal vale muito a pena, exceto pelo fato de ficar na rua. Tiramos as tralhas que não precisaríamos na volta e partimos pela costa uruguaya. Nosso destino: Punta del Este! Balneário no litoral do Uruguai e o principal pólo turístico do país. Vários cassinos e excelente estrutura para milionários. Na temporada de verão a cidade se torna cosmopolita, recebendo turistas de várias partes do mundo. Porém…fora de temporada nada acontece…Ficamos por pouco tempo e retomamos o percurso via rota 9. O único detalhe é que de jeito nenhum conseguíamos sair do bendito balneário! Andamos, andamos, andamos, voltamos, voltamos, voltamos. Perguntamos. Andamos, voltamos, perguntamos. Achamos um posto de gasolina! Pelo menos sem combustível não ficaríamos. Bom, nada fica sem diversão com a japalhada né! Ao pedir informações, minha mãe chamou um agente de obras de “moço”, que em espanhol significa garçom! Deixe estar…

Por umas três vezes comemoramos o encontro com a Rota 9, que nunca aconteceu…por fim, pegamos um acesso alternativo que quase nos levou de volta a Montevideo! Mas já estou no Brasil. Portanto, tudo acabou bem.

Como se programado cinematograficamente, na ida assistimos à aurora e na volta ao pôr de sol. Lindíssimo, diga-se de passagem. Mais uma viagem com alto astral e bom tempo.

A próxima já está marcada para fevereiro, e, dessa vez vamos mais longe! 2600 km de POA a Santiago do Chile, e com nova tripulação. Até lá!

Para mais fotos deste dia acesse o meu álbum no Picasa

Confira o videoclipe do último dia de viagem:

Diário de Bordo – Buenos Aires – Day 1

In Crônicas, Viagens on 20 de novembro de 2011 at 17:19

Para ouvir enquanto lê: Je Veux – Zaz 

Transporte: Carro + Avião

Pax: 1 japa mãe, 1 japa filha, 1 japa sobrinha e 1 quase japa agregado

Hospedagem: Hostel Internacional

Tempo de duração: 4 dias

Destino: Buenos Aires, capital da Argentina e, há quem diga, a Madrid da América Latina

Curiosidade: A Argentina atualmente é presidida por uma mulher, a primeira a ser eleita no país, já em seu segundo mandato. No Uruguai também encontramos uma mulher a frente da prefeitura da capital, Montevideo. Estamos prestes a conquistar o mundo! Só falta escolher que roupa usar…

Day 1

Previamente combinados de juntar a galera na minha casa, empacotar o carro e sair às 2h da madruga, lá estávamos nós nos despedindo da morada das gueixas…Nosso destino era Montevideo, onde passaríamos o primeiro dia antes de voarmos para Buenos Aires na mesma noite.

Seguimos a rota via Chuí e pegamos a estrada rumo ao sul. Como na última viagem, o senso de orientação de minha mãe se manifestaria desde cedo. A rodovia é, no mínimo, sinistra durante a madrugada. Apesar da véspera de feriadão, não havia carro algum no trajeto inteiro, nos deixando a sós com a névoa que toma o campo e atravessa a faixa durante a noite. Depois de muito café e música no máximo volume que nossos ouvidos podiam aguentar chegamos a Aduana de Imigração do Uruguai. Como muitos brasileiros devem saber, aquilo é terra de ninguém, os funcionários trabalham como querem e “cobram” o quanto querem também. Quando há muita gente buscando visto, as coisas são mais rápidas e legalizadas, porém, estávamos sozinhos e tivemos que pagar uma pequena “taxa” de imigração. Bom proveito para o funcionário.

De volta a estrada, o sol já dava sinais de aurora nos pampas. Existe coisa melhor do que ver o sol nascer nos pampas? #bairrismogaúcho. Pausa para um café da manhã com sanduíches e suco de laranja. Ah, e fotos, claro! Nosso bar era o porta malas do carro, carinhosamente apelidado de “petit-point” ou “peti-poá” em bom português, porque se trata de um Ford-Ka preto, mas que está sempre sujo e com manchas brancas…carro de Miki é isso…

Como viajamos durante toda a noite e apenas um de nós dirigia, o combinado foi que cada um acompanharia a motorista em um certo período de tempo. Nossa passageira adolescente foi altamente recomendada pela sua mãe para que fosse “companheira” durante o trajeto e não dormisse o tempo inteiro. Eis o resultado: zzzzzzzzzz

Finalmente chegando a capital uruguaia por volta das 10h30, nos dirigimos diretamente ao Teatro Solís para comprar entradas e realizar a visita guiada pelo seu interior. Ainda tínhamos dois passageiros que não conheciam Montevideo. Nesta ocasião a visita foi extremamente limitada em comparação a última vez que estive lá. Desconheço o motivo. Mesmo assim, o Solís permanece majestoso em frente a Plaza Independência. Como bons bailarinos que somos ou um dia fomos, fotos a caráter!

 Tacos foi o nosso almoço, em um restaurante na Calle Sarandí. Foi lindo ver os amigos provando Guacamole! Melhor ainda é assistir de camarote uma conversa entre a nossa passageira mais infante e o atendente da lancheria. Como explicar para uma menina de cabelos “castanho-claro” que não havia Coca-Cola Zero…ele não a entendia e ela a ele muito menos… “Pepsi ou Sprite” ele dizia e ela respondia: “Zeeeeero? Coca-cola zeeeeero?” calmamente. Cena imperdível! Por que será que achamos que falar lentamente ou mais alto fará os nativos de outra língua nos compreenderem…

Mais uma volta pela Cuidad Vieja, para apresentar os prédios históricos e a badalada Calle Bartolomé Mitre, e seguimos para o Parque Rodó. Irresistível foi o nosso sono sob a sombra das árvores de lá. Acampamos. É tudo que posso dizer. Depois da siesta partimos para o Aeroporto de Carrasco, onde embarcaríamos (sempre achei estranho dizer isso quando se trata de um avião) para Buenos Aires pela Aerolíneas Argentinas. Muita falta de educação no check in, descaso com os passageiros e muita gente foi o que encontramos.

 Greve dos operadores da AA, espera e um lanche depois, decolamos num vôo atrasado rumo a capital porteña. Primeiro vôo do nosso amigo quase japa! Chegando a BA, câmbio (e o Peso Argentino não está barato) e a luta por um táxi em meio aquela gente toda…

A cidade é definitivamente mais metrópole do que Montevideo. O trânsito caótico nos consola “ainda bem que não viemos de carro”. Como pousamos no Aeroparque, a jornada até o centro da Cidade não foi longa. Diversas avenidas largas, iluminadas e agitadas depois, enfim avistamos nosso símbolo de referência. Lá estava o Obelisco, e ao fundo, estampada na lateral de um prédio Eva Perón. “Chegamos! E era assim mesmo que eu imaginava”. O Obelisco fica na Plaza República, no cruzamento entre as Av. Corrientes e 9 de Julio, e foi erguido em 1936, em comemoração ao quarto centenário de fundação da cidade. No local onde está localizado o monumento, anteriormente, havia uma igreja dedicada a São Nicolau de Mira. Nela foi hasteada pela primeira vez, oficialmente, a bandeira Argentina, dentro de Buenos Aires, em 1812. Em memória ao fato existe uma inscrição ao lado norte do obelisco.

 

Nos dirigimos diretamente ao Hostel Sudamerika, onde nos hospedaríamos por três noites. Surpresa! O lugar mais parecia um hotel do que um albergue. Nosso quarto era privado, com banheiro particular, toalhas, ar condicionado e TV a cabo. Mais tarde descobrimos que havia também camareiras que arrumavam e limpavam o quarto a cada manhã. Tudo isso ao preço de albergue. Magnífico! Um banho e rua!

A noite estava incrivelmente movimentada pelos turistas e também pelos nativos. Se tratava da anual “Noite dos Museos”, quando grande parte dos prédios históricos fica aberta ao público para visitação, oferecendo atrações como orquestras, ballet, tango, teatro e demais manifestações artísticas. Como referência, os estabelecimentos participantes estavam iluminados para atrair a atenção. A Casa Rosada em especial mudava suas cores e mais tarde ao fundo apresentou show pirotécnico. Tudo isso eu perdi porque estava na fila do Burguer King acompanhando meus colegas desvairados de fome, mas tudo bem. Faz parte da viagem em grupo.

A previsão era festa, já que o sábado tende a ser a noite mais movimentada. Porém foi fisicamente impossível para nós mulheres. Nosso amigo quase japa por outro lado, só chegou no Hostel no meio da madrugada…

 

Continua!

Para mais fotos deste dia acesse meu álbum no Picasa

Confira o Videoclipe do primeiro dia de viagem:

Diário de Bordo – Montevideo – Day 3

In Aleatórios, Crônicas, Viagens on 12 de março de 2011 at 14:31

Leia o Day 1 aqui

Leia o Day 2 aqui

Para escutar enquanto lê: “In-Tango – In-Grid”

Day 3

Este dia foi programado como um circuito de praças e parques. Mais um dia de sol e temperatura amena na capital do Mercosul. Tiramos a manhã para descansar, o único dia em que dormimos até, um pouco, mais tarde. Depois partimos para a calle Sarandí para almoçar, Tacos foi a nossa opção, enquanto a minha irmã adolescente e turista de “não-lugar” preferiu McDonald’s e sua Coca-Cola aguada. Para sobremesa um delicioso sorvete da heladeria La Cigale. Muito bom!!

Ao longo da Av 18 de julio está localizada a Universidad de la República, um prédio muito suntuoso, porém depredado.

Satisfeitas, partimos para o outro lado da cidade, Playa de Pocitos. Uma praia urbana, estranha de se ver, francamente! Pessoas de biquíni tomando banho de sol enquanto carros, ônibus, turistas e moradores transitavam pela avenida que beirava o mar.

Algumas fotos de yatchs, velas e outros barcos depois, seguimos rumo ao Shopping Montevideo, não podemos esquecer que temos uma adolescente a bordo. Um típico centro comercial: lojas, lojas, marcas, restaurantes, cinemas e muita, mas muita gente andando muito, mas muito devagar! Um tanto quanto insuportável…Não ficamos muito, para o desprezo da minha irmã.

Próxima parada: Parque Rodó! Enorme! O local onde menos vi turistas, chegando à conclusão de que lá é o refúgio dos nativos, principalmente em um domingo. Diferente das praças de Montevideo, que são concreto e monumentos, os parques são mais arborizados, mais natureza, animais, estradinhas, laguinhos…No Rodó também está localizado o Teatro de Verano Ramón Collazo. Uma concha acústica enorme, completamente estruturada para shows de grande porte. Além disso, possui um parque de diversões, cafeterias, sorveterias e galerias de arte. Enfim, são 43 hectares de um espaço de lazer construído em 1896 à beira do Rio de La Plata.

Assim que ficou definido o nosso destino de viagem no feriado, passei a buscar toda e qualquer atividade cultural deste período. Uma das que encontrei foi um concerto a céu aberto da Banda Sinfônica de Montevideo em homenagem ao dia da mulher. Esta apresentação seria na fotogaleria do Parque Rodó, e pra lá nos fomos.

O concerto foi belíssimo. O tempo esteve a nosso favor durante todo o feriado, apenas o vento característico esteve sempre presente.  A Banda Sinfônica apresentou peças conhecidas, iniciando o programa com a abertura de Guillermo Tell, todos conhecem, mesmo que não seja de nome! Teve ainda a participação de uma soprano e uma mezzosoprano que interpretaram árias de Mozart, Bizet, Delibes, entre Tangos e Zarzuelas que compunham o programa do concerto.

De volta a Ciudad Vieja, demos mais uma volta pela calle Bartolome Mitre para, desta vez, terminar assistindo um Jam de duas guitarras e bateria no Shannon Irish Pub.

 

Continua!

Para mais fotos acesse meu álbum no Picasa

Diário de Bordo – Montevideo – Day 2

In Aleatórios, Crônicas, Viagens on 10 de março de 2011 at 10:26

Leia o Day 1 aqui

Para escutar enquanto lê: “Medley – Gipsy Kings”

Day 2

A primeira manhã já foi movimentada! Minha mãe teve que trabalhar, é claro. Enquanto isso minha irmã e eu saímos a explorar a Ciudad Vieja até chegar ao Rio de la Plata. No sábado a Calle Sarandí fica lotada de banquinhas de artesanato e souvenirs, e vou te dizer, no portal que leva a esta rua venta muito!!!

Às 11h fomos ao Teatro Solís fazer uma visita guiada ao seu interior, nossa guia era Beatrice, não podia ser diferente…

O Teatro é magnífico! Tanto por dentro quanto por fora. Inaugurado em 1886 com uma ópera de Verdi. Possui as características típicas dos teatros líricos, com orquestra e 4 anéis conhecidos como Baixo Tertulia, Tertulia alto, Panela e Paraíso. Além disso contém sala de exposições (que no momento exibia antigos figurinos de óperas, ballets e peças teatrais), um café, restaurante e loja de souvenirs, sem contar toda a estrutura de salas de conferencia, de atos, ensaios, teatro de arena…

Mais tarde neste mesmo dia voltaríamos para assistir uma peça de Molière chamada El Enfermo Imaginario, ballet/teatro, encenada pela Comédia Nacional.

O almoço foi à moda européia mesmo, na Praça! Compramos lanches no Supermercado “Ta-Ta”, uma rede famosa de lá e partimos pra farofa. E não venham dizer que é o jeitinho brasileiro porque aqui não se faz isso, apesar de ser muito gostoso…

Durante a tarde passeamos pela Ciudad Vieja, fomos à Catedral Metropolitana, Mercado del Puerto, Banco de La Republica e outros prédios históricos. Retornamos ao Hostel para um descanso antes de voltar ao Teatro.

A peça foi um encanto! Apesar de ser encenada em espanhol, em vez do seu texto original em francês, ganhou meu coração. E por apenas 90 pesos uruguayos! Isso equivale a mais ou menos R$ 9,00! Já imaginou assistir uma peça no Solís por este preço? Pois é…

Depois do Teatro fomos direto ao Baar Fun-Fun, conhecido na cidade por ter os melhores shows de tango. Mas não a dança, a música. E de fato! Assistimos dois cantores, um casal, que apresentou-se individualmente. A mulher tem 83 anos! Um senhor (senhor mesmo! Devia ter a mesma idade da cantora) que parou do nosso lado, ficou surpreso por eu conhecer os tangos de Gardel e Piazzolla. Me achou com cara de sei lá o que…rsrs

O bar é muito legal! Fundado em 1895, tem decoração de colagens e fotos, misturada com troféus, chapéus e mensagens pelas paredes. Um tanto poluído visualmente, mas um arraso! E o melhor, cada entrada que você paga te dá direito a um “Uvito”, uma bebida produzida por eles mesmos. Parece uma Jeropiga, os riograndinos vão saber, um vinho artesanal. O primo brasileiro do vinho do Porto. Enfim…Quando saímos a farra ainda tinha muito o que durar no Fun-Fun.

Próxima parada da noite: El Pony Pisador! A taberna mais bombada da calle Bartolomé Mitre. Quando entramos levamos um susto, pois estava tocando samba brasileiro de raiz, mas tudo sob controle, depois começou um show de Salsa.

O quadro de estar nestes lugares nos feriados é que os brasileiros falam contigo em castellano pensando que és uruguaia! Rimos muito!

Claro que depois do El Pony demos uma “ventada” pelos outros pubs da Mitre. A calle bomba mesmo! Tem night pra todos os gostos e nacionalidades…Tinha um grupo de alemães dando uma festa a fantasia em um deles nesta noite…

 

Terminamos sentadas em um banco da Plaza Independencia, frente ao Hostel, pensando na vida…

 

Continua!

Para mais fotos acesse meu álbum no Picasa

Diário de Bordo – Montevideo – Day 1

In Aleatórios, Crônicas, Viagens on 9 de março de 2011 at 15:25

A pedidos dos amigos que estão longe, postarei aqui nossas aventuras no Uruguay!

Para escutar enquanto lê: “Everyday is a Winding Road – Sheryl Crow”

Transporte: Carro

Passageiros: Japa mãe e 2 japas filhas

Hospedagem: Hostel Internacional ou Albergue da Juventude, como queiram

Tempo de duração: 5 dias

Destino: Montevideo – Capital da República Oriental do Uruguai e da Cultura na América Latina

Curiosidade: Atualmente, a frente da prefeitura de Montevideo está uma mulher!

 

Day 1:

Saímos de Rio Grande às 13h30 da sexta-feira. Ainda passamos na frente da EBAHL, de onde saía o Fábio e chegava a professora Glacy, só pra me lembrar que eu sentiria falta dos meus amigos durante as curtidas no país vizinho.

Seguimos a rota via Chuí, ou seja, passamos por Pelotas e seguimos para Santa Vitória, passando pela reserva ecológica do Taim. Minha mãe quase fez o retorno na rótula de Pelotas e voltou para Rio Grande, por descuido, claro. O senso de orientação dela se manifestaria durante toda a viagem.

A estrada que segue de Pelotas ao Chuí é calma, como todo o Rio Grandino deve saber. Mas, apesar do marasmo daquela reta sem fim, onde a Terra parece horizontal, podemos desfrutar da paisagem dos pampas, bioma dividido também por nossos amigos Uruguayos. Algumas capivaras depois, chegamos ao Chuí.

Na terra de ninguém, que é o Chuí, cidade mais ao sul do Brasil, conhecido pela sua extensa avenida de Free Shops, apenas fizemos câmbio, usamos o banheiro público da Praça Gen. Artigas, que agora é pago, aviso aos viajantes e, é claro, compramos croissants naquela panederia da esquina! Deliciosos!

Seguindo a jornada, que levaria cerca de 4 horas e meia até a capital, passamos por diversas cidadelas ao litoral do país, entre elas Punta del Diablo, La Coronilla, Maldonado e Punta del Este. No caminho, minha irmã pergunta: “O que são estas plantas cabeludas? Tem um monte delas na beira da estrada!”. Muitos risos depois, sem saber o que realmente eram, dissemos que eram exemplares de Cabelicus brancus. Agora pesquisei e descobri que são Erva-das-pampas (Cortaderia selloana). Pausa para uma foto, é claro.

Chegamos em Montevideo por volta das 21h (lá já eram 22h). A entrada da cidade pela Av. Itália (riograndinos, qualquer semelhança é mera coincidência) é belíssima. Para localizar-se na metrópole basta procurar a Av 18 de Julio, ela cruza a cidade inteira. E foi por ela mesma que chegamos a Plaza Independencia, onde ficava localizado o Hostel Che Lagarto, em que nos hospedaríamos nos três primeiros dias, em uma propriedade de estilo modernista do século XIX, em frente à sede do governo.

Check In feito, na primeira noite já descobrimos que dividíamos o Hostel com visitantes do Peru, Chile, Canadá, EUA, Argentina e Inglaterra. Como estávamos localizadas na entrada da Ciudad Vieja, decidimos dar uma volta para conhecer o terreno que nos aguardaria nos próximos dias. Na redondezas da Plaza Independencia estão localizados o Palácio Salvo, a Calle Sarandí (um calçadão com feiras de artesanato, restaurantes e lojas), a Calle Bartolomé Mitre (a mais badalada da Ciudad Vieja), o majestoso Teatro Solís e a Av 18 de Julio. Seguimos por esta última para jantar, até encontrarmos o Bar/Restaurante Facal, fundado em 1882. Assim terminou nossa primeira noite!

Continua!

Para mais fotos acesse meu álbum no Picasa

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