Espelhos não mentem, mas podem enganar.

Partida

In Sem categoria on 12 de agosto de 2015 at 00:24

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Certa vez assisti a um filme francês chamado ‘Partir’. Eu lembro vagamente da história, mas recordo que foi um daqueles que, quando terminam, queremos assistir mais uma vez logo em seguida.
Era uma entre tantas partidas.
Aparentemente, partir é uma coisa comum.

As pessoas partem. Ponto.

Mas, partir é muito mais do que uma questão geográfica. É mais do que traçar uma linha imaginária entre um ponto e outro no espaço.

Partir é quebrar.

As pessoas partem.
Em pedaços a louça.
Em batidas o tempo.
O vinho, o pão.
Em cacos o coração.

As pessoas partem.
Eu já parti.
Também já fui partida.

Partir é uma decisão sensata. Dessa para melhor, é o que dizem.

Partir é quebrar.
Ciclos, vícios, a cara.
É ir. Sem intenção de jamais vir.
É deixar.
E ser deixado. Ir.

Partir sem motivo é inquietude.
Com desculpas, para não ser rude.
Partir é plenitude.

É deixar. Quebrar.
Para quem fica,
Partir
É partida.

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